A Ponte Para onde ela me transporta? É uma divisão, bem sei Uma incógnita A ponte não é um trapiche Metade de um caminho Uma parte A ponte leva A ponte traz Não é um moinho com seus ventos quixotescos Nem uma batalha no mar Não é a Pont du Gard Aqueduto, herança dos romanos Na sua concreta estrutura Cimento, ferro, armadura Não é a ponte de Munch Angustiada, deprimente, assustada Muito menos a ponte-fonte de Monet -Jardins ponteados de cor- Quisera fosse a ponte construída por Niemeyer Curvas inspiradas Ou a ponte Kuntai de Yamaguchi R odeada por cerejeiras Um casulo guardando o momento de metamorfosear Uma ponte submersa Mareada por peixes, conchas e estrelas do mar Ponte de formigas Ou de elefantes Essa ponte eletrocardiograma de mim Estalactites Sítios arqueológicos Documentos Índios fazem pontes Com árvores caída...
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Mostrando postagens de abril, 2022
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Dulcinéia brasileira I -Ó princesa que fazes perdida no meio deste rio? Pés descalços, coração, refletida na leitura Dulcinéia da Silva, o seu nome de batismo “Posso ler a sua mão?” Benzimentos, Benzedeira, Benzer Ogum, Oxalá, Iemanjá, Orixás Aguares Irmã de Macunaíma passado-presente-futuro Índia. Negra. Guerreira. Brasileira Suas lágrimas desembocam na cachoeira destes verdes campos Campos vertentes que desembocam no Riovida Santa Luzia passou por aqui Com seu cavalinho comendo capim Arqueira Santa Bárbara Lanças de papel Palavras são flechas flechas flechas Girassol giramundo giraavida girassol “O gira, deixa a gira girar” Riscou na mão o ponto Com o carvão daquela árvore -Derrubada, cortada, resto de chamas- II Pêssegos, maçãs, peras Do pé ao pote Feitas em manhãs orvalhadas Do leite...