Pontes
(Mara
Paulina Wolff de Arruda)
No
primeiro encontro anual na escola perguntava aos meus alunos/as para que serve uma ponte?
Junto
com essa pergunta mostrava uma das muitas pontes que Claude Monet pintou em seu jardim na cidade
de Giverny, França,1895: Ponte
Japonesa
Também
apresentava A Ponte de Langlois pintada por Vincent Van Gogh, no sul da
França,1888. A pintura mostra um canal iluminado com cores vibrantes e
pinceladas expressivas proporcionando a nós os espectadores a sensação de
estarmos passando por uma ponte junto com uma mulher que segura um guarda-chuva
enquanto uma carroça segue adiante.
E,
por último, exibia Paisagem com Ponte de Tarsila do Amaral, pintada na sua fase social, l931, quando a
artista viajou com Mario de Andrade para conhecer a cultura brasileira.
Toda
ponte é movimento.
Estamos
sempre passando por alguma ponte: ponte
de relacionamentos, ponte histórica...
no percurso de nossa vida.
E
ai fazia a pergunta para aqueles olhinhos brilhantes que focavam as pinturas
que descrevia: Quem já passou por uma ponte?
Não
havia, naquela hora, quem não dissesse Eu!
Então
dizia: mas não é somente as nossas pontes físicas.
O
meu objetivo era pensar com eles e elas que passar por uma ponte
significa deixar algo para trás. A ponte como um caminho de evolução.
Em
13 de maio de 2026, a ponte Hercílio Luz, um símbolo de Santa Catarina fez 100
anos. Casualmente, para este texto, na construção inicial foi chamada de Ponte
da Independência.
A
antiga Desterro, nos anos de 1920, com 40 mil habitantes precisava de balsas
para se comunicar com o continente e viajar para a região serrana. Segundo a
historiadora Norma Bruno juntamente a este fato surgiam pressões para
mudar a capital catarinense para São José. Nesse contexto o governador da época
Hercílio Luz chamou engenheiros para construir uma ponte que ligasse a ilha com o
continente. Com a morte de Hercílio Luz, em 1924, a ponte foi homenageada com
seu nome.
A
ponte Hercílio Luz teve muitos momentos difíceis. Foi fechada para tirar o
asfalto, foi reformada, enfim, passou por diversas fases Neste 2026 faz 100
anos proporcionando a passagem de 16 mil veículos e milhares de pedestres em
dias de trabalho, feriados, sábados e domingos. É referência em passeatas e
confraternizações.
Essa
é a educação de uma ponte: Passar por
momentos, fases, problemas, inquietações e com tudo chegar do outro lado
independente!
Comentários
Postar um comentário