O
prestigiado Homero
(Mara
Paulina Wolff de Arruda)
Homero,
autor do século IX a.C. e sua obra literária é revisto pelas gerações em pesquisas, histórias, traduções e cinema.
Pesquisas
dizem que a Odisseia é parte da história
oral da população da Grécia Antiga. Sendo história oral é criação coletiva.
O
fato é que Homero nunca sai de moda porquê criou um personagem que é a mistura
de um príncipe, um guerreiro, um errante, um amante e um rei, quesitos
fundamentais para a história de sucesso de um homem ocidental.
Essa
ideia, narrativa de homem, persiste e
não apenas pelos adjetivos, mas também pela procura que este homem tem no
desenrolar da história. Ganhar a guerra de Troia e voltar para casa; depois, se
encontrar onde se perdeu e voltar para a sua eterna Ítaca.
Fui
ver A Odisseia dirigida por Christopher Nolan.
Na tela a lenda se converte, novamente, numa
espécie de febre do mundo imaginário da Grécia Antiga. São quatro horas de
imersão no mundo de Odisseu, Penelope, Telêmaco, Atena...
Me
detive em Atena.
Seria
Atena, a consciência de Odisseu?
A
deusa da inteligência, da estratégia e das artes e ofícios, filha
de Zeus e da deusa Métis Atena admira as qualidades que ela mesma tem em
Odisseu. Acompanha e opina oferecendo-lhe
apoio em muitas das situações difíceis que o herói se envolve. Atua como
padroeira de Odisseu durante a
longa jornada.
Ao sair do cinema pensei que deveríamos prestar atenção na nossa Atena interior. O que trazemos vivo dentro de nós na jornada das nossas vidas. Uma consciência latente que diz o tempo todo: Faça a sua escolha!
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