Coração Selvagem

                                                                                                   Mara Paulina Wolff de Arruda





Penélope, vendedora em uma rede de calçados.  

Calçados G.H. 

Acordou cedo. Sentia-se uma água viva. Arrumou-se. Cantarolou! 

Com uma xícara na mão tomava seu café recordando os primeiros dias de trabalho. 

 Lembrou que, no primeiro mês, vendeu apenas um par de sapatos! Nos seguintes foram três, quatro, cinco... chegando a pensar que a hora de sua estrela chegara.

Na véspera de natal, numa aprendizagem da vida, assegurou o pagamento da kitnet alugada.

Os laços de família tinham sido interrompidos.

Iniciava o  ano com o tear de sua mãe aposentado.


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